domingo, 2 de janeiro de 2011

Nome

Os nomes servem para nomear, designar e são uma classe de palavras aberta, dado admitir novos vocábulos e variável, porque flexiona em género, número e grau.
Os nomes possuem várias subclasses:
- nomes próprios, designam nomes de pessoas, países, cidades, meses do ano, dias da semana, pontos cardeais, ex: Lisboa;
- nomes comuns subdividem-se em:
- nomes colectivos designam um conjunto de seres ou objectos, ex: multidão;
- nomes concretos designam pessoas, coisas, instituições, lugares, etc. pertencentes ao mundo físico, ex: aldeia;
- nomes abastractos designam ideias que não têm existência no mundo físico, mas existem no nosso pensamento, ex: emoções, sentimentos, atitudes - felicidade, paz, amor;
nomes contáveis são aqueles que podem ser contados e podem ser antecedidos por numerais, ex: uma casa, duas casas, três casas;
- não contáveis não pdem ser quantificados nem contados, porque designam um conjunto impossível de ser contado, ex: cimento, areia, água, farinha, madeira, etc.

Variação quanto ao género:
- nomes viformes, aqueles que têm uma forma para cada género, Ex: aluno/aluna;
- nomes comuns de dois, aqueles que nada dizem quanto ao género da pessoa indicada, sendo este dado pelo determinante que antecede o nome, Ex: um artista/uma artista;
nomessobrecomuns são aqueles que referenciam seres humanos, mas que apenas referenciam um género, Ex: a testemunha;
- nomes epicenos designam sempre animais e apenas apresentam um género, pelo que o sexo do animal tem de ser referido por "macho ou "fêmea, Ex: corvo macho/corvo femea.

flexão em número, geralmente, fazem o masculino acrescentando um s ao singular;

- quando o singular termina em ão, o plural poderá terminar em ãos, ães, ões, depende do étimo latino da palavra, Ex: irmãos/limões/pães;
- quando um nome no singular termina em l, o plural termina em is, Ex: farol - faróis, papel - papéis, capital - capitais.

Os graus dos nomes são três: aumentativo, diminuitivo e normal, vozinha - voz - vozeirão.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Classes de palavras

Numa frase as palavras estabelecem relações horizontais ou sintágmáticas umas com as outras. Cada uma das palavras que constitui a frase poderá ser substituída por outras - com igual significado - com as quais estabelecem um eixo vertical ou paradigmático.

A rapariga come algumas cerejas.
Ex: rapariga pode ser substituída por menina, miúda, garota, cachopa.

As classes de palavras são dez:
- determinantes; nomes; pronmes; advérbios; conjunções; adjectivos; quantificadores; verbos; preposições; interjeições.

As classes de palavras podem ser: abertas ou fechadas consoante são constituídas por um número ilimitado e com a possibilidade de acolher novas palavras ou constituídas por um número fixo e sem possibilidade de acrescentar novas palavras.

As classes de palavras invariáveis não variam em género, número ou grau e são as preposições, interjeições, conjunções e advérbios. As restantes classes de palavras são variáveis.
Algumas classes possuem subclasses de palavras - palavras agrupadas com determinadas características comuns -, facto que não se pode dissociar da integração da palavra na frase.

domingo, 15 de novembro de 2009

Formas de Frase

Formas Afirmativa/Negativa
Ex: A noite é boa conselheira. - forma afirmativa
A noite não é boa conselheira. - forma negativa

Forma Activa/Passiva
Ex: O político proferiu um discurso. - Forma Activa
Um discurso foi proferido pelo político - Forma Passiva
Ãs principais alterações são:
sujeito da frase na voz activa passa a ser complemento agente da passiva.
O verbo da frase na voz/forma passiva não está conjugado da mesma maneira que o verbo na forma/voz activa, apesar de continuar conjugado em tempos do pretérito.
Finalmente, o complemento directo da frase na forma activa passa a ser o sujeito da frase na forma passiva.

Forma neutra/enfática

Forma enfática:
Exs. Eu lhe dou o troco.
Ele sabe o que fazer.
Não cquero saber.
A música de discoteca é que fascina os jovens.
Todas estas frases estão na forma enfática. a forma enfática possui expressões ou palavras como: é que, já, lá, cá, as quais conjuntamente com a entoação servem para dar ênfase à frase.
Quando nem a entoação, nem as palavras como as enunciadas põem em relevo o que afirmamos, a frase tem a forma neutra.

Cada tipo de frase surge associado a diferentes formas de frase. Assim uma frase do tipo declarativo pode ter as formas activa/passiva + formanenfática/neutra + forma afirmativa/negativa.

Ex: o Tiago desobedeceu ao sinal. - frase do tipo afirmativo e com as formas activa, afirmativa e neutra.

sábado, 7 de novembro de 2009

Tipos de frase

Os diferentes tipos de frase traduzem o modo como nos relacionamos com o mundo dos objectos e das pessoas.
Frases do tipo declarativo:
Ex: Portugal é uma república.
Os alunos que estudam têm boas notas.
Não fui à escola, porque estava doente.
Estas frases - a primeira simples, e as restantes complexas - são frases do tipo declarativo. As frases do tipo declarativo caracterizam-se por darem uma informação, darem conta de um facto ou situação.

Frases do tipo imperativo:
Ex: Vai estudar.
Se conduzir não beba.
Este tipo de frases caracteriza-se por ter o verbo no modo imperativo e está associado a ordens, conselhos, instruções.

Frases do tipo interrogativo:
ex: Viste o filme na televisão?
- Quem entrou?
Estas frases são interrogativas directas, as quais se caracterizam por um ponto de interrogação. A primeira é interrogativa total, porque a resposta incide sobre toda a pergunta. A segunda é interrogativa parcial, porque a resposta incide apenas sobre o pronome interrogativo QUEM.
A mãe perguntou-me se tu tinhas ído à piscina.
A mãe perguntou-me quando é que tu tinhas ído à piscina.
Estas frases são exemplos de interrogativas indirectas, as quais terminam por um ponto final. A primeira é uma interrogativa total, porque a resposta incide sobre a totalidade da pergunta. A segunda é uma interrogativa parcial, porque a resposta apenas incide sobre parte da pergunta, apenas sobre quando.

Frases do tipo exclamativo:
As frases de tipo exclamativo caracterizam-se por terminarem sempre por um ponto de exclamação e podem ter vários sentidos.
Ex: O livro já chegou! - satisfação
Cheira-me aqui a gent enova! - ameaça
Parece um apresentador de televisão! - admiração
O romance é fantástico! - exclamativa total, uma vez que incide sobre toda a frase.
Como lês bem! - exclamativa parcial, na medida em que a exclamação apenas incide sobre o grupo verbal.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Orações coordenadas e subordinadas

O Pedro foi para casa.
A Paula ficou na escola.

O Pedro foi para casa e a Paula ficou na escola.

Esta é uma oração coordenada copulativa, a qual tem uma conjunção coordenativa copulativa a ligar as duas orações que podiam subsistir enquanto frases simples.
:
O Francisco não foi à escola porque estava doente.

Nas orações subordinadas, a oração subordinante pode subsistir sozinha, mas o seu sentido fica completo com a oração subordinada, a qual não pode subsistir sozinha, precisando por isso e sempre da da oração subordinante.

O Francisco não veio à escola porque estava doente.

O Fraqncisco não veio à escola.
Esta frase faz sentido, contudo em conjunto com a frase seeguinte, fica mais completa.
Estava doente.
esta frase não faz sentido, é agramatical

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Orações subordinadas adjectivas relativas explicativas

Os agriculttores, que semearem os campos, terão boas colheitas.
a oração relativa, introduzida por um pronome relativo e que se encontra entre vírgulas, dá apenas uma informação facultativa e adicional acerca dos agricultores, mas não faz qualquer restição ao número de argicultores que semearam ou não os campos. A omissão da relativa não altera o sentido da subordinante. Estas relativas têm sempre um antecedente, neste caso o antecedente do pronome relativo é - agricultores.
Estas relativas explicativas exercem a função de modificador apositivo do nome , tradicionalmente conhecido por aposto.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Orações subordinadas adjectivas relativas restritivas

Os alunos que terminaram o teste podem ler um pouco do livro.

a oração - que terminaram o teste - é introduzida pelo pronome relativo QUE e é uma oração subordinada relativa restritiva com antecedente, uma vez que, restringe o âmbito do nome, pois só os alunos que terminaram o teste e não os outros é que podem ler o livro.
Se retirássemos a oração relativa restritiva, o sentido da subordinante seria alterado. - Os alunos podem ler um pouco do livro. - neste caso, todos os alunos sem excepção podiam ler o livro, independentemente de terem concluído ou não o teste.
Estas orações relativas contém informação relevante acerca do nome cujo sentido restringem. Deste modo, estas orações não podem ser separadas do nome por vírgulas, porque exercem a função de modificador do nome restritivo, a que tradicionalmente se chamava atributo.