sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Modificador do nome apositivo

Este modificador também surge à direita do nome, mas ao contrário do modificador do nome restritivo, este modificador não restringe a realidade que refere nem é seleccionado pelo nome.
O modificador do nome apositivo pode ocorrer: no sujeito, predicativo do sujeito ou nos complementos e pode ser:
- um grupo nominal - Gil Vicente, autor do século XVI, escreveu inúmeras peças de teatro.
- um grupo adjectival - A Joana, manhosa e infiel, tinha um marido ingénuo.
- um grupo preposicional - A viagem marítima à Índia, de importância indiscutível para a época, demorou meses.
- uma oração subordinada adjectiva relativa explicativa - Os arcaísmos, que são frequentes em Gil Vicente, dificultam a compreensão do texto e do autor.
O modificador do nome apositivo corresponde ao tradicional aposto e está separado por vírgulas da restante frase.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Modificador do nome restritivo

O modificador do nome restritivo surge à direita do nome, mas nã é seleccionado por este. Este modificador restringe a realidade referida pelo nome que modifica.
Ex: Eles contavam histórias fantásticas. - o modificador - fantásticas - refere-se unicamente às histórias que eles contavam e não a outras.

Este modificador pode ser:

a) um adjectivo - modificador adjectival - Galo bom nunca foi gordo.
b) um grupo preposiciona - modificador preposicional - Galinha de adeia não quer capoeira.
c) oração subordinada adjectiva relativa restritiva - modificador frásico -
Raposa que dorme não apanha galinhas.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Complemento do nome

O complemento do nome pode ser adjectival.
O conselho executivo está em reunião. - o complemento é executivo.

O complemento d nome pode ser preposicional.
Aquela reacção contra ao professor foi injusta.
O carro da Maria é novo.

O complemento do nome surge sempre à direita do nome, é seleccionado por ele e restringe a realidade referida pelo nome.

sábado, 20 de setembro de 2008

modificador

O modificador é uma função sintáctica desepenhada por um grupo de palavras com características internas diferentes que podem incidir sobre ou modificar grupos verbais, grupos nominais, grupos adverbiais e frases.

O João ouviu a música com atenção.
As pessoas enfrentaram mau tempo lá.

Os elementos a negrito não são seleccionados pelo verbo e, por conseguinte, O João ouviu a música.
As pessoas enfrentaram mau tempo.

O modificador apenas acrescenta informação aogrupo verbal.

Os modificadores do grupo verbal podem ser:
podem ser eliminados sem causar agramaticalidades (frases incorrectas).

- modificadores preposicionais - A bicicleta passou na rua com velocidade.
- grupo adverbial - A Bicicleta passou na rua depressa.
- modificador frásico - A bicicleta passou na rua quando eram dez horas da manhã.

domingo, 24 de agosto de 2008

Vocativo

Função sintáctica que identifica o interlocutor e que ocorre muito frequentemente em frases de tipo imperativo, interrogativo e exclamativo.
É muito comum na oralidade em diálogos entre pessoas ou em textos literários pertencentes aos géneros narrativo e dramático.
O vocativo isola-se por vírgulas.

- Ó Maria, o teu pai vai hoje a Lisboa?
- Ana, hoje o dia está lindo!
- Mário, vai estudar Português.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Complemento

Complemento Agente da Passiva

É a função sintáctica do grupo preposicional introduzido pela preposição “por” numa frase passiva (ou, raramente, por “de”) e que corresponde ao sujeito na frase activa com o mesmo significado.

O Pedro bebeu o café. - Voz activa
O café foi bebido pelo Pedro. - voz passiva

O móvel vai sendo coberto de pó. - voz passiva
O pó cobre o móvel. - voz activa

O complemento agente da passiva integra-se no predicado.

Nota: O sujeito de uma frase na voz activa é o complemento agente da passiva da frase na voz passiva. O sujeito da frase na voz passiva é o complemento directo da frase na voz activa. O verbo na voz passiva é sempre composto pelo verbo ser flexionado mais o particípio passado do verbo principal.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Complemento Oblíquo

Complemento oblíquo (preposicional) é a função sintáctica de um grupo preposicional seleccionado como complemento pelo verbo da frase e que não pode ser substituído por um pronome pessoal.
Ex: No dia seguinte de manhã Oriana foi à cidade.
Oriana tocou com a sua varinha de condão no ar e o ar encheu-se de música.

Uma frase em que o verbo exija complemento oblíquo, este tem que fazer obrigatoriamente parte da frase, caso contrário, esta pode tornar-se agramatical, sobretudo se ocorrer isoladamente.
Ex: Ontem, a Ana esteve. * - agramatical.
Ex: Ontem, a Ana esteve com o cão na praia .- gramatical .

O complemento oblíquo (preposicional) é seleccionado pelo verbo e integra-se no predicado.

O complemento oblíquo (adverbial) é uma função sintáctica desempenhada por um grupo de palavras que tem como elemento principal um advérbio.
Ex: O João mora aqui.
Se falares depressa eles não te entendem.

O complemento oblíquo (adverbial) é seleccionado pelo verbo e integra-se no predicado.